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Património

Favorecida pela natureza, a freguesia de Palmeira de Faro possui um vasto e riquíssimo património material e imaterial.

 

As suas origens milenares e fortemente ligadas à agricultura estão, ainda hoje, muito vincadas no "modo de vida" e tradições das gentes de Palmeira.

Não sendo possível fazer uma apresentação exaustiva dos valores patrimoniais da nossa terra, optamos por fazer uma breve alusão àqueles que nos parecem mais mediáticos, já que importantes, são todos.

Iniciando pelo Património Religioso, podemos referir a Igreja Matriz, que remonta ao século XII e devota a Stª Eulália (orago da freguesia), as capelas de Stº António, Sr. dos Desamparados e N. Senhora de Lurdes (na casa de cimo de Villa), assim como inúmeros nichos e alminhas espalhados por toda a freguesia.

O Património Desportivo é composto por dois polidesportivos – multiusos – pelo campo de futebol, o Desportivo e Recreativo Estrelas de Faro, estando em estudo a criação de um parque de manutenção. Por outro lado, a geografia da freguesia proporciona condições ideais para a prática de vários desportos como o BTT, down-hill, caminhadas, etc.

Do Património Cultural salientam-se, entre outros, os departamentos Social e Cultural do CICS, as duas escolas primárias e a escola pré-primária, a biblioteca e posto internet da junta de freguesia, a casa de Manuel da Boaventura, o Grupo Folclórico de Palmeira de Faro.

O Património Natural tem como ex-libris o Monte do Faro cuja altitude de 184 metros, proporciona uma vista única sobre grande parte do concelho de Esposende e onde é possível visitar algumas minas de volfrâmio, mas destacam-se também as inúmeras quintas que conferiram a Palmeira de faro a alcunha de “Sintra de Esposende”, destacando-se a da Seara e a de Cimo de Villa; o Monte do Sr. dos Desamparados, que pela sua morfologia reúne condições excelentes para a prática de actividades de lazer; a ribeira de Reguenga que atravessa a freguesia de Norte a Sul, criando alguns lugares de rara beleza. Merecem, também especial referência as inúmeras fontes, fontenários e “poças” de retenção de água para rega que, pela sua história e idade, representam um importante marco do passado da freguesia.

Do Património Imaterial, merece evidência - à parte de muitas outras manifestações populares que foram passando de geração em geração - as festas em honra de Santa Eulália, do Senhor dos Desamparados e de Santo António, esta última associada a tradições, de grande relevo cultural, como a “Missa dos Pássaros”, o “Jantar do Santo” e a “Vaca do Fogo”. Salienta-se, também a forte componente do folclore e dos usos e costumes da freguesia, recolhidos e apresentados pelo Grupo Folclórico de Palmeira de Faro, que desde 1956 se dedica à conservação e divulgação dos usos e costumes, danças e cantares das gentes de Palmeira.

Durante o período da Primeira Guerra Mundial, a freguesia de Palmeira de Faro foi um grande centro de exploração de volfrâmio, facto que deixou marcas muito profundas na sociedade, economia e cultura palmeirenses. Ainda hoje, os mais velhos, entoam os cânticos alusivos ao “minério”, cujas letras aludiam ao trabalho árduo e à (fraca) recompensa de quem trabalhava nas minas, não esquecendo os “acirros” aos proprietários e aos “encarregados”. Ainda hoje, por toda a freguesia, encontramos minas e ruinas dos locais de prospecção do metal, com principal incidência na zona do Monte do Faro.

Da existência de inúmeras poças e “regos” de rega agrícola, resulta aquilo que podemos designar de “gestão milenar dos recursos hídricos”, no sentido em que passou de geração em geração o que, a cada proprietário (chamado de consorte), foi atribuído em termos de quantidade de água, período e duração do tempo de rega, em função do contributo que este deu para a construção da rede e em função da área que possuía.